sábado, janeiro 29, 2022

Marcha para Moscou

 

Parece já bastante evidente que o governo Biden, não tendo conseguido entregar  prometido e com risco de perder a frágil maioria no Senado (o que aumenta em muito o preço dos senadores) quer desviar atenção. Para isso conta com seus sempre (ou quase) prestimosos líderes europeus.
A tensão na Ucrânia, com os caciques batendo o pé no chão e ameaçando com suas bordunas, pode ser somente uma dança de guerra, não passar disso.
E será, desde que ninguém aperte o botão errado

Sacode as banhas viscerais de tanto rir o abobrento Trump, após também ver ridicularizada sua tentativa de golpe e tapetão. Quer mais é que Biden se exploda e se puder colocar um pouco de sal na pipoca de Putin, fará com gosto.
Trump manda no apodrecido que manda por aqui, ou seja, manda por tabela no Brasil e em seu governo reaça.
Bolsonaro se meteu indevida e irresponsavelmente na eleição estadunidense, seu filho bananinha andou se expondo por lá pensando que era mariposa, quando não passa de uma mosca. Bolsonaro não gosta de Biden e, podem estar certos, a reciproca é verdadeira.

Bolsonaro irá a Moscou encontrar com Putin dentro de duas semanas. Biden já mandou um recado direto : “O Brasil tem a responsabilidade de proteger os princípios democráticos e proteger a ordem baseada em regras, e reforçar esta mensagem para a Rússia em todas oportunidades.”
Cheque ao Rei.

Proteger os princípios democráticos e a ordem baseada em regras – os Estados Unidos não estão a fim de defender ditaduras em seu quintal. Pode o Consórcio dos Marechais botar a barbas de molho.

Reforçar essa mensagem à Rússia em todas oportunidades – Biden quer que essa viagem não agrave tensões e não dê nenhum moleque pitaco no jogo que está sendo jogado no Leste Europeu.

Putin é o estadista com maior visão geopolítica desse início de milênio. O resgate que promoveu na Rússia, demolida pelo Ocidente, é um caso a ser estudado pela história.
O que está em jogo? A Ucrânia? Faz-me rir.
A queda da Rússia leva as fronteiras do ocidente à China.

 Já Bolsonaro é um fantoche bobo alegre, seu limite de visão é comer pão com leite condensado e expelir infectos perdigotos dizendo que tem que acabar com isso daí. Teremos um encontro entre um PhD e um menino de jardim de infância e num ambiente em que se prepara um golpe na democracia brasileira impedindo as eleições de outubro.
Planejam, isso está mais do que evidente pelas circunstâncias que criam, se terão sucesso é outra coisa.

Vai ser muito interessante ver Bolsonaro retornar com um acordo de cooperação militar Rússia-Brasil só para confrontar com Biden. Em especial quando o troco ao cerco que os Estados Unidos fazem na fronteira oeste russa poderia ter desdobramentos com fornecimento de meios bélicos a países com menor influência estadunidense na América Latina, tal como Venezuela e Cuba.

O que vai ser muito engraçado mesmo será ver o Consórcio dos Marechais, americanófilo até o último fio de cabelo, utilizar esse ato – do qual teriam efetivamente participado, mas fingiriam que não - como argumento junto ao Dpt. de Estado, para a necessidade do planejado golpe no Brasil.