sábado, março 11, 2017

2018. O Ano que não Chegará?

Há uma aposta de que haverá eleições em 2018. 
Há muita esperança de que 2018 encerressa 
triste quadra que o Brasil atravessa. 
Será?


Mais do que uma aposta, há uma esperança no ar de que 2018 chegue e possa recolocar o Brasil nos trilhos, após o descarrilhamento golpista. Eu não aposto minhas fichas nisso. 
Há motivos para minha descrença.

Os golpistas têm pressa no cumprimento da agenda que lhes colocou de forma espúria no poder. Seu açodamento em sucatear, privatizar, quebrar o pacto social, rever o modelo do Estado desenhado a partir do Estado Novo é evidente.
Nunca uma quadrilha tão forte e determinada adonou-se do Brasil e valeu-se tanto das instituições para quebrá-las.. Uma quadrilha do mal, subserviente, capacho, colonial, 
Ah, mas haverá eleições em 2018 e o sol da democracia novamente brilhará. 
Esse brado incorre em pecados mortais. Não há democracia sem eleições, mas a recíproca não é verdadeira.

A sociedade,ainda reflete em seu comportamento medos infantis. Incorporaram-se ao DNA social, são transmitidos geneticamente. Mitos criados transformaram-se em bichos-papões reais. A ameaça comunista é um desses medos.
Porém, medos artificiais à parte, há um cenário real. E esse é assustador.
O Brasil foi tomado por traidores capazes de vender a própria capacidade de sobrevivência nacional. Não é só Temer, Parente, Padilha. Esses, somente a parte evidente da traição. Há muito mais gente nessa missão deletéria.

Em 2018, uma união entre Ciro Gomes e Lula seria imbatível para a reversão desse quadro. Os golpistas sabem disso e usarão todo seu arsenal cínico para  impedi-la. Lula, o ícone, será desgastado até que seja afastado. Ou por morte, ou prisão. Ciro sozinho não tem apelo popular para assumir. As baterias serão reforçadas contra Lula.
No momento que isso se configurar, a disputa se resumirá entre facções golpistas.

Ao PSDB, com suas lideranças finalmente desmascaradas como o grupo mais corrupto que já assumiu a condução nacional, restará a criação de um factóide com Dória. Enganará a muitos, como foram enganados seus pais e avós por Jânio e Collor.

Os apartidários nacionalistas ainda vendo comunismo até na bandeira do Internacional, cerrarão fileiras com Bolsonaro. Outro factóide a defender teses conservadoras do fundamentalismo evangélico e se fingir de nacionalista. Basta ver como votou para a preservação do pré-sal. 

E são esses os três grupos que despontam para 2018. Anulado o primeiro, o que vier somente dará continuidade ao esfacelamento nacional. 

Mas pode ainda ocorrer que nem haja eleições em 2018, 
Podem surgir grupos guerrilheiros que decidam resolver o assunto com franco-atiradores e bombas localizadas, encarcerando o time dos lesa-pátrias nas tumbas de sua covardia intrínseca, alegando legítima defesa nacional. Não estariam totalmente desprovidos de razão.
Pode surgir a corrente judiciária, em seu corporativismo onipotente, a considerar não haver condição política para uma eleição federal.
Pode surgir um movimento militar, fantasiado de cívico, a pegar esse baio desvairado pelas rédeas e dar-lhe rumo próprio.
Tudo pode acontecer.
Se 2018 é o ano que pode não existir, 2016 foi o ano que nunca deveria ter existido.

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