terça-feira, novembro 11, 2014

E Se Não Fossem as Hidrelétricas?

A estiagem histórica que nos aflige e nos atingiu como um soco na boca do estômago, nos traz um novo cenário, nós que estávamos convencidos de nossa fartura hídrica.
Seja qual a explicação, o fato é que o clima está mudando muito mais rapidamente do que se tem consciência. A essa altura pouco importa a causa, ciclo natural, poluição, excesso de população. No campo sentem-se muito mais essas variações do que nas cidades. E elas são reais e possivelmente irreversíveis e progressivas.
Nossos rios reduzem-se em volume d`água. Afeta o abastecimento, a logística, a energia.

Não fossem os reservatórios das hidrelétricas, teriam secado literalmente. Se ainda existem, ainda que reduzidos, é porque os reservatórios funcionam como uma grande bateria.
Aí vem à tona o movimento criminoso que defendeu e apoiou usinas a fio d`água. Colhemos as conseqüências da insanidade de ambientalistas nativos e estrangeiros, de promotores sempre ávidos a embargar obras por firulas, de magistrados que se prestam ao jogo das chicanas. E reduzimos para nós mesmos o potencial de fazer frente a esse novo ciclo climático.
Belo Monte, por exemplo, teve reduzida sua capacidade em 90%, além de, por toda essa pressão minoritária e barulhenta, ter definida que seria a única usina no Xingu. Originalmente seria um complexo de usinas ao longo do rio.


Pior. Os estudos iniciaram em 1975, há 40 anos praticamente. Muito dos que lerem esta reflexão, sequer eram nascidos. Outros ainda estavam nos cueiros.
Quarenta anos para se construir uma usina. E um escancaramento conjugado de covardia governamental com a desinformação promovida por uma imprensa corrupta a formar opinião pública distorcida.

Covardia de governos pela incapacidade de dar um soco na mesa, parcialmente interrompida somente quando o presidente decidiu encarar as pressões e dar início à construção de Belo Monte, Jirau e Sto. Antonio. Parcialmente porque não removeu por incompetência ou lesa-pátria os servidores do Ibama que levam décadas para carimbar uma licença ambiental, ou da Funai, que utilizam recursos públicos para mobilizações até criminosas.
Corrupção da imprensa, na medida em que incorpora o interesse tantas vezes inconfessáveis do ambientalismo internacional e os repercute na alienação de seus editoriais, saiba-se lá a que ganhos para tanto.

Na hora que faltar a energia para acionar os ares-condicionados, que se tenha ao menos a honestidade de reconhecer o mal que o xiitismo ambientalista causou ao país.
Na hora em que rios secarem nas estiagens, que se tenha a hombridade de reconhecer que as tais usinas a fio d`água são incapazes de prover o suprimento de água às populações. E que os reservatórios são a nossa garantia.
E que se assuma, doravante, que o maior e incomensurável desperdício de águas é deixá-las escorrer aos oceanos sem que sejam aproveitadas 
ao máximo antes.



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