sábado, maio 10, 2014

Mil e uma Noites

Em nova versão, 1001 noites de terror, de trevas, de obscurantismo.
Tempos de ovos de serpente postos em ninhos de passarinhos. Tempos ilógicos, de falsos silogismos, de construção de verdades.
Tempos de lobos e cordeiros, em que os fins justificam os meios. Período de linchamentos.
Quando começaram esses tempos? Nos artifícios bíblicos da herança de Jacó? Nas inquisições e fogueiras? Na guilhotina de la Concorde? Nas traições de Anchieta na revolta dos Tamoios? Nos expurgos stalinistas? Na raça pura de Rosenberg? Nos assassinatos em massa de Floriano? Seria o início em Moreira Cézar em Canudos, Setembrino de Carvalho no Contestado ou outros generais Custer?
 Nas ações do CCC, no plantar bombas no Riocentro? No Iraque, Afeganistão, Polônia, Hungria e Checoeslováquia? Curdistão e Armênia?
Ou nas ações do "sistema" dono de gado e gente a controlar o mundo e a claque, paga ou desinformada, a aplaudir doutrinas Monroe repaginadas?
Tempos de meias-verdades, de factóides gestados para responsabilizar o adversário.
Tempos em que a luz se esconde pelo arbítrio. Tempos em que versões respaldam ações mentirosas, que justificam massacres. Físicos e morais. Genocídios e assassinatos.
Tempos que explicam atos como o massacre moral da Escola Base, o linchamento da mulher em Guarujá  e as estapafúrdias decisões de Joaquim Barbosa.
Tempos em que a luz eclipsou-se, tempos sombrios. Tempos de objetivos ocultos, de desfaçatezes, de falsidades. Tempos de lobos nas nascentes. Tempos de algozes.Tempo em que vozes discordantes perdem o respeito da turba ensandecida. Tempos de gosto de sangue na boca.
Tempos de sheherazades ao avesso. Tempos tristes.


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