quarta-feira, setembro 15, 2010

Pugilismo Cerebral

Devo reconhecer. Meus dois cérebros, o superdesenvolvido de um louco e aquele outro, o subdesenvolvido de um gênio, andam pregando umas peças por birra entre eles, curtos-circuitos vaidosos, ciumentos e ocasionais, que não os deixam tão harmônicos nem tão amiguinhos como antes. Mas, ainda assim, funcionam com razoável lucidez e vão sopitando as respostas que demando. Algumas bem absurdas, é verdade, porém, o que fazer?
Por isso, não sei se estão me passando informações descompassadas ou se é verdade. Quem tiver melhor resposta do que eu, por favor, comunique-me. O samba-do-crioulo-doido é festinha de criança frente à campanha eleitoral que meus dois cérebros tentam decifrar.
Propostas, muito poucas. E a maior parte sabidamente inverossímeis, até porque não são de competência do executivo.
Mas as acusações de parte a parte, isso sim, tomam conta dos espaços. A linha da cintura já foi ultrapassada há tempo, nem é mais novidade. O tédio toma conta até das próximas denúncias, aquelas que ainda não foram forjadas, ou se o foram, ainda não foram publicadas.
Dilma promete dar continuidade ao governo Lula. Serra, embora de oposição, também. Serra propõe construir estradas - quem sabe para privatizá-las depois. Dilma fala em construir casas, as mesmas que Serra exibe em seu programa como obra de seu governo em SP.
O nariz de ambos, creiam, está crescendo.
Assim como Dilma, que cresce nas pesquisas porque Serra a define como fantoche de Lula, figura que o eleitor em sua maioria gostaria de re-reeleger e que, não podendo ter o original, satisfaz-se com a cópia. Por outro lado, Serra também gostaria de colar em Lula.Tentou, mas foi impedido judicialmente. No FHC, colar ele não quer, mas colado está, como siameses que são. Como se diz no Rio Grande, tá mais perdido que nem cusco em tiroteio
Lula participa ativamente dos palanques, dos espaços, dos discursos. FHC, arriscar-se num palanque? Nunca. Ou esvaziaria o comício, ou poderíamos assistir a uma chuva em plena estiagem meteorológica. De ovos e tomates, claro. Divulgar notas lá do exterior é mais seguro, a Embrapa ainda não desenvolveu tomates transatlânticos.
Marina, fala em desenvolvimento, vejam só. Só se for das ONG estrangeiras que empatam exatamente nosso desenvolvimento em benefício de seus países de origem. Por falar nisso, seu cônjuge continua atuante entre elas?
O PCO quer fazer uma campanha denúncia. Usa os horários de campanha para afirmar que o voto não resolve nada, que o modelo adequado é o da autogestão pelos trabalhadores. Vai ser difícil coordenar isso, enfim... participar de uma eleição para dizer que não funciona, só mesmo na dialética que praticam.
O Plínio, do PSOL é o pitoresco da campanha. Sabe que não tem chance, então aproveita pra cutucar os candidatos em suas contradições.
Tá tudo uma mesmice chata, diz o louco. Tá tudo uma mesma chatice, rebate o gênio. Definitivamente, esses dois não estão se acertando.
Enquanto isso, os candidatos, todos com ares de salvadores da pátria, até os inexpressivos leão marinho e bagre ensopado, nem lembro o nome deles. Todos com uma modéstia infinitesimal. Eu fiz isso, eu fiz aquilo..., eu vou fazer isso; não, quem fará isso sou eu, etc e bla-blá-blá, num "euísmo" diarréico. Em Brasília, um candidato - o impugnado - propõe-se agora a dar uma bolsa-concurso para que os concurseiros paguem os cursinhos caça-níqueis. Poupem-me, até isso?
Ando meio desconfiado. Será que estão me sacaneando, ou está acontecendo tudo isso mesmo?

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