terça-feira, maio 11, 2010

Diferenças no DNA

O Sr Serra dá os passos iniciais de sua campanha em movimentos de morde-assopra. Não quer colar em FHC, de conceito maldito, nem descolar de Lula e de seus 80% de aprovação. Nesse gelo fino, ensaia passos rodopiantes, ora pra cá, ora pra lá.
Tem obtido sucesso, apontado pelas pesquisas que lhe estão colocando em primeiro lugar. Confunde o eleitorado, que não percebe as diferenças no DNA entre as plataformas de situação e de oposição.
Mas ontem escorregou. Saiu do armário e mostrou sua verdadeira face. E ela não é bonita.
Suas críticas a Belo Monte, à taxa de juros, ao Mercosul e à banda larga estatal mostram efetivamente que as ordens neoliberais emitidas pelo "mercado" e tão bem obedecidas pelo submisso FHC terão continuidade em um possível governo seu.
Aí está a diferença de origem, de concepção.
No governo Lula, o Estado assumiu seu papel de indutor. Indutor do desenvolvimento, indutor do aumento de renda com distribuição. Assumiu seu papel kantiano, na reafirmação de que o ser humano tem seu valor intrínseco pela sua natureza, não pela sua capacidade de consumir.
Dilma pode não ser o sonho de muita gente (sequer os eróticos). Mas representa a continuidade de uma proposta concreta. Serra, por sua vez, representa proposta diversa, a descontinuidade.
Cabe a nós fazer a escolha, não pela pessoa, mas pela proposta. Afinal, ninguém governa sozinho.
Há correntes que rejeitam Dilma por seu pretenso passado terrorista. Nem vou entrar no mérito, mas deixo a pergunta no ar: o que queriam os terroristas?
O alinhamento automático às diretrizes emanadas, à época, por Moscou? A subordinação de nossa Pátria aos interesses externos? Vamos imaginar que sim.
Esses outrora terroristas, quando assumiram o governo, executaram esse plano? Bem, o que vimos não foi isso.
E o governo do PSDB, que se coloca na oposição, como agiu?
Bem, subordinou o Brasil às determinações emanadas do estrangeiro consubstanciadas no que se costuma chamar de neoliberalismo, praticou os estelionatos eleitorais ao sabor das circunstâncias, deu de presente a seus patrões o subsolo brasileiro, suas redes de comunicação e de energia, as rodovias etc. Virou as costas para outros países fora da constelação de seus verdadeiros patrões. Ou seja, posicionou o Brasil de joelhos, tudo conforme os propósitos do Sr Serra ao sair do armário.
E aí, analisando, quem foram os verdadeiros terroristas?

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