segunda-feira, janeiro 26, 2009

Valente

Com origem humilde, construiu um império. Até aí, não há ineditismo, muitos fizeram isso, embora poucos sem serem bandidos.
Enquanto seus colegas sucumbiam frente à concorrência chinesa, devido a câmbio irreal e salários idem, suas empresas competiam de igual para igual no preço e superavam os chineses no quesito qualidade. Ganhou mercados.
Enquanto a maioria que chega aos 70 prefere reclamar do reumatismo e viver de lembranças, ele assumiu por duas vezes a vice-presidência da república.
Enquanto é lugar-comum verem-se pessoas viverem pela vaidade, ele se dispõe a disputar uma vaga na Câmara de Vereadores de sua cidade natal, quando completar seu atual mandato.
O desespero acomete a maioria das pessoas antecipadamente condenadas por doenças mortais. Ele luta contra o câncer há 11 anos, submeteu-se a 12 cirurgias, a última durando 17 horas, e afirma que abandonar a luta não ajuda em nada e que poderia muito bem ser agraciado com o título de oncologista quando ficar são. E ainda declara que, quando Deus decidir levá-lo, não precisará de um ou mais cânceres pra isso.
Zé Alencar é um valente e um exemplo. Está no fim, mas cairá em pé, sem se abater. Deixa seu exemplo.
Esta homenagem a ele, diferente das que farão a imprensa no futuro, não é um necrológio.
É uma homenagem à esperança. Tão bem representada por sua história de vida.

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