quinta-feira, janeiro 22, 2009

Exílio e Asilo

Os estados do Amazonas, Pará e Roraima preparam-se para consumir arroz importado da Venezuela, após décadas de auto-suficiência desse cereal. Resultado da conjugação entre a imbecilidade brasileira e o oportunismo de Chavez. 

A dita imbecilidade não é exatamente a inconseqüência da decisão tomada pelo Executivo e ratificada pelo Judiciário. Antes, a incapacidade da população em detectar a malícia dos interesses ocultos, a má-fé das meias verdades, as ações de lesa-pátria e a traição praticada, movida por dinheiro ou não.

Chavez convidou Quartiero a executar na Venezuela o que fazia com competência em Roraima, ou seja, produzir. Sabe Chavez que o norte brasileiro dependerá de comida enquanto mantém o jardim antropológico controlado pela Funai. E prepara-se para dispor dessa comida.

Quartiero, após ser vilanizado por uma midia comprometida, perseguido e preso pelas autoridades a serviço da traição, rejeitado pela maioria de seus compatriotas, declarou, segundo o site Terra: "Espero que na Venezuela me permitam trabalhar e realmente dêem incentivo à agricultura, coisa que o governo brasileiro não está fazendo. Sinceramente, não acredito em incentivo de nenhum governo, eu quero simplesmente liberdade para poder trabalhar e ser respeitado como produtor" .

Quartiero, que ainda nesta safra e antes de ser expulso, graças à medida protelatória intentada pelo Min Marco Aurélio, conseguirá colher cerca de 600 mil sacas de arroz - 100 mil a mais do que na safra passada - mostra-se disposto a transferir-se para a Venezuela. "Eu realmente recebi o convite e estou indo na semana que vem dar uma olhada nas terras", declarou. "Aqui eu planto, mas não recebo incentivo, pois se quiser escoar minha produção, tenho que arrumar estrada, fazer manutenção de ponte e até consertar balsa". E continua. "O governo só aparece na hora de comprar, mas na hora de ajudar, não ajuda. Se fosse assim e eu não fosse perseguido ainda vá lá, mas sou taxado de invasor e criminoso em meu país." , desabafa.

Quartiero considera-se um exilado. "Não vou abandonar Roraima. Eu fui expulso do Brasil, sou um sem-terra, sem produção, sem país. Eu sou um pária no Brasil, um brasileiro que foi expulso do seu país e aceito no país vizinho", concluiu.

Surrealista. Enquanto Tarso importa estrangeiro assassino e terrorista como exilado político, o Brasil exila um cidadão cujo crime é produzir.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

sugiro ler a materia sobre o caso publicada na Folha de São Paulo, dia 15/01,no link:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u490307.shtml

4:50 PM  

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