segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Paz Virtual

A cada crime monstruoso, em que a sociedade fica chocada com o desprezo pela vida ou se sente ameaçada, rezam-se missas, fazem-se caminhadas e minutos de silêncio, camisetas com escritos de "PAZ" e pombinhas esvoaçantes.
Antes de tudo é a demonstração cabal de que a sociedade já habituou-se a conviver com o crime. Banalizou-se.
Pede-se PAZ como um apelo de intenções, virtual, como se afirmasse que todos tem que ser felizes, o mundo é cor-de-rosa. Desejo da sociedade ideal. Epicurista.
Não vejo revolta com o criminoso. Vejo medo da criminalidade, ser etéreo e sem face.
Vejo o Lula, após declarar acertadamente que vivemos uma forma de terrorismo, afirmar demagogicamente que reduzir a maioridade penal não é solução.
Não vejo políticos, com caras compungidas, a defender o combate sério ao criminoso, única forma de combater o crime.
É o reino dos sofismas. Até cadeia agora se chama Centro de Reabilitação.
Com exceção do Dep Alberto Fraga, não se observa políticos que tenham disposição de combater o criminoso.
Vivemos, sim, um clima de terrorismo e de intimidação da sociedade decente pela dos marginais. O pior é que as instituições protegem a última, em detrimento da primeira.
No Brasil, hoje, vale a pena ser bandido. O crime compensa, sim. E a marginalidade já percebeu isso.
Nesse meio tempo, ficamos todos nós a engolir passeatas pedindo PAZ.
Temos que pedir é GUERRA. Guerra à bandidagem. Guerra aos consumidores de drogas, que financiam o tráfico. Guerra a bandidos, sejam maiores ou menores.
Há que desestimular não só o criminoso, mas também a horda de adolescentes que vêem no crime o grande emprego futuro de suas vidas.
Bandido não deve ter segurança de vida, seja assaltante de pessoas, seja assaltante dos orçamentos públicos. Bandido morto, no mínimo, não reincide no crime.
Mas nossa Constituição cidadã proíbe a pena de morte.
Enquanto isso, morremos nós, todos os dias.

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